Livreto Celebrativo | Eucaristia Solene de Posse Canônica de Dom Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro, Bispo Diocesano Do Pilar


LIVRETO CELEBRATIVO
SOLENE POSSE CANÔNICA
02.09.2026

EUCARISTIA SOLENE DE POSSE CANÔNICA DE DOM CARLOS EDUARDO CARDEAL CORDEIRO, BISPO DIOCESANO DO PILAR
PRESIDIDA POR SUA EXCELÊNCIA DOM FELIPE FERREIRA
PRIMAZ DO BRASIL 

Totus tuus Mariæ
____________________

A não ser que se encontre legitimamente impedido, o promovido ao múnus de Bispo diocesano deve tomar posse canônica da sua diocese, Ⓗ dentro de dez dias a contar da recepção das Letras Apostólicas, se ainda não tiver sido ordenado Bispo; se já tiver sido ordenado, dentro de sete dias a contar da sua recepção.

Se o Bispo for ordenado na sua própria igreja catedral, toma posse da diocese com o rito da ordenação, no qual são apresentadas e lidas as Letras Apostólicas e o ordenado se senta na sua cátedra. 

Se o Bispo tiver sido transferido doutra Igreja, ou não receber a ordenação na sua igreja catedral, toma posse da diocese, dentro do prazo estabelecido pelo direito, com o rito da recepção, como adiante se descreve.  Nestes casos, o Bispo pode, por justa causa, tomar posse da sua diocese por meio de procurador. É contudo, preferível que o Bispo tome posse pessoalmente.

CHEGADA DO BISPO

RECEPÇÃO DO BISPO

O Bispo é recebido à porta da igreja catedral pela primeira dignidade do cabido, ou, não havendo cabido, pelo reitor da mesma igreja, revestido de pluvial. Este apresenta-lhe o Crucifixo a beijar, e a seguir o aspersório da água benta, com o qual o Bispo se asperge a si mesmo e aos presentes.

Depois, convém seja conduzido à capela do Santíssimo Sacramento, que adora, de joelhos, por alguns momentos. 

Em seguida, dirige-se para a sacristia, onde o mesmo Bispo, presbíteros concelebrantes, diáconos e restantes ministros se paramentam para a Missa, que será celebrada segundo o rito estacional.

CANTO DE ENTRADA

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.

Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.

ANTÍFONA DE ENTRADA
(Missal Romano)

Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona:
℣.: Salve, Santa Mãe, vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos.

SAUDAÇÃO INICIAL

Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.

Pres.: A paz esteja convosco.
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

O sacerdote, o diácono ou outro ministro poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.

POSSE CANÔNICA

LEITURA DA BULA

Feita a reverência ao altar, o Bispo dirige-se para a cátedra. Terminado o canto de entrada, saúda o povo, senta-se e recebe a mitra. Um dos diáconos ou um dos presbíteros concelebrantes apresenta as Letras Apostólicas ao Colégio dos Consultores na presença do Chanceler da Cúria.

 A seguir, do ambão, lê ao povo as referidas Letras Apostólicas, que todos escutam sentados. 

BENTO BISPO 
SERVOS DOS SERVOS DDEUS


Ao dileto filho Carlos Eduardo Card. Cordeiro,
 até então Bispo da Amazônia
nomeado Bispo Diocesano do Pilar,
saudação e bênção apostólica.

O ministério do Nosso Apostolado, confiado a Nós pela suprema disposição da Divina Providência, impele-nos assiduamente a prover às necessidades de todas as Igrejas com paterna caridade. Por este motivo, encontrando-se a Diocese do Pilar desprovida de seu próprio Pastor, em virtude da transferência do Nosso Venerável Irmão Lucas Cardeal Lorscheider para a Sé Metropolitana do Ceará, julgamos oportuno confiar o governo desse preclaro rebanho a um novo e solícito prelado.

Voltamos, pois, o Nosso ânimo para ti, Venerável Irmão, cujas exímias qualidades, comprovadas no feliz governo da Diocese da Amazônia, mostram-te inteiramente digno de que te sejam creditados negócios maiores e de mais grave responsabilidade. A tua doutrina, o teu zelo pastoral e a tua singular fidelidade para com a Cátedra de Pedro dão-nos a firme esperança de que desempenharás com frutos este novo múnus.

Por esta razão, com o parecer do Dicastério para os Bispos e na plenitude da Nossa autoridade Apostólica, absolvendo-te do vínculo que te prendia à Igreja da Amazônia, te constituímos e nomeamos Bispo Diocesano do Pilar, concedendo-te todos os direitos, privilégios e faculdades, assim como os devidos encargos e obrigações inerentes a tal dignidade.

Conforme prescrevem os sagrados cânones, antes de tomares posse canônica da nova Sé, cuidarás de emitir a profissão de fé e prestar o juramento de fidelidade a Nós e aos Nossos Sucessores.

Queremos, além disso, que esta Nossa Carta seja lida ao clero e ao povo no templo catedral de Coxipó; e exortamos no Senhor estes diletos filhos a que te acolham como pai benévolo e fiel pastor, prestem-te a devida reverência e contigo cooperem confiantemente na obra evangélica.

Dado em Roma, na Basílica de São Pedro, no vigésimo nono dia do sétimo mês, no ano de Nosso Senhor de dois mil e vinte e seis, o segundo do nosso Pontificado.

No fim, todos aclamam: Graças a Deus, ou outra aclamação apropriada. 

℟.: Graças a Deus.

O Bispo que presidiu o Rito de Posse ocupa seu lugar entre os concelebrantes e o Bispo senta-se na cátedra.

SAUDAÇÃO AO BISPO

Feito isto, se for costume, a primeira dignidade do cabido, ou não havendo cabido, o reitor da igreja dirige uma saudação ao Bispo.

Em seguida, de acordo com os costumes locais, o cabido e pelo menos parte do clero, e alguns fiéis e, se for oportuno, a autoridade civil porventura presente, aproximam-se do seu Bispo, para lhe manifestarem obediência e respeito.

Depois, omitidos o ato penitencial e, conforme os casos, o Senhor, tende piedade de nós, o Bispo depõe a mitra, levanta-se, e canta-se: Glória a Deus nas alturas, segundo as rubricas.

GLÓRIA

Canta-se ou recita-se em seguida o hino.
Pres.: Glória in excélsis Deo!


ORAÇÃO DA COLETA
(Silêncio)

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
Senhor Deus, concedei aos vossos servos e servas a perfeita saúde de alma e de corpo, e, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, livrai-nos das tristezas do tempo presente e conduzi-nos às alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
(1Cor 3, 1-9)

O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados:
Leitor: Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 
Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.

Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Leitor: Palavra do Senhor.
Todos respondem:
℟. Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
(Sl 32(33), 12-13. 14-15. 20-21 (R. 12b))

O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão. 

℟.: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!


 Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. ℟.

 Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa. ℟.

 No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança. ℟.

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

℟.: Aleluia, aleluia, aleluia!!

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
℣.:
Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.

EVANGELHO
(Lc 4, 38-44)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.:
O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. E pregava nas sinagogas da Judeia.

Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.:
Palavra da Salvação.
Todos respondem: 
℟.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio

HOMILIA

Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

LITURGIA EUCARÍSTICA

OFERTÓRIO

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas:
Pres.: Acolhei, Senhor, as orações do vosso povo com a oblação deste sacrifício, para que, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, todos sejam atendidos em suas preces e confirmados em suas súplicas. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

PREFÁCIO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA I
(A Maternidade da Bem-aventurada Virgem Maria)

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
℟.:  O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.:  É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso e, na Festa do Comum de Maria, sempre Virgem, louvar, bendizer e proclamar a vossa glória. Por obra do Espírito Santo ela concebeu o vosso Filho Unigênito e, sem perder a glória de sua virgindade, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, Senhor nosso. Por ele, vos louvam os Anjos, vos adoram as Dominações, tremem as Potestades; o céus e as Forças celestes com os Serafins, unidos, vos celebram exultantes. Concedei também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz:

Ao seu final, une as mãos e, com o povo, conclui o Prefácio, cantando ou em voz alta dizendo:

SANTO

SANTO, SANTO, SANTO...

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.
O sacerdote une as mãos e as estende sobre as oferendas dizendo:
Pres.: Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas
une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e  + o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo 
Une as mãos
que nos mandou celebrar estes mistérios.
℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

Pres.: Do mesmo modo, no fim da Ceia,
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo.
℟.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.
℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres.: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
℟.: O Espírito nos una num só corpo!

1C: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, e todos os Santos, que não cessam de interceder phor nós na vossa presença.
℟.: Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Bento e o nosso Bispo Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido.
Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.
℟.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
Une as mãos
por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

DOXOLOGIA

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: POR CRISTO, COM CRISTO, E EM CRISTO, A VÓS DEUS PAI TODO-PODEROSO, NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, TODA HONRA E TODA GLÓRIA, POR TODOS OS SÉCULOS DOS SÉCULOS.
A assembleia aclama:
℟.: AMÉM

RITO DA COMUNHÃO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.:
Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.:
Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

FRACÇÃO DO PÃO

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, faça se a oração de comunhão espiritual antes e logo em seguida inicia-se o canto da Comunhão.

COMUNHÃO

Inicia-se então o canto da comunhão.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
(Cf. Lc 11,27)

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:
℣.: Feliz o ventre da Virgem Maria que trouxe o Filho do Pai eterno.

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Depois da comunhão.
Senhor, ao receber os sacramentos celestes, pedimos vossa clemência para que, alegrando-nos com a comemoração da Bem-aventurada Virgem Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
Ao terminar, o povo aclama:
℟.: Amém.
____________________

LEITURA DA ATA DA POSSE

Após a Oração depois da comunhão, o Chanceler do bispado, ou um outro presbítero designado, lê a Ata da Posse.
Aos dois (02) dias do mês de setembro do ano do Senhor de dois mil e vinte e seis (2026), quarta-feira, às vinte horas (20h00), na Sé Catedral Diocesana da Diocese do Pilar, reunidos em solene celebração, com a presença do clero diocesano, de sacerdotes e religiosos provenientes de outras Igrejas Particulares, bem como de fiéis leigos e demais membros da comunidade eclesial, realizou-se a Solene Celebração Eucarística por ocasião da Posse Canônica de Sua Excelência Reverendíssima Dom Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro como Bispo Diocesano da Diocese do Pilar.

A celebração foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Felipe Ferreira, contando com a presença de Arcebispos e Bispos convidados, além dos presbíteros, diáconos, religiosos e fiéis que se fizeram presentes para testemunhar este significativo momento da vida da Igreja Particular do Pilar.

Dando início à celebração, realizou-se a solene procissão de entrada, na qual participaram os ministros ordenados e demais servidores do altar, sendo acolhido no presbitério o Bispo eleito, Dom Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro.

Conforme prescrito para a celebração da tomada de posse de uma Igreja Particular, procedeu-se à leitura das Letras Apostólicas de Nomeação. emanadas do Vaticano, em Roma, pelas quais o Santo Padre confiou a Dom Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro o governo pastoral da Diocese do Pilar. As referidas Letras Apostólicas foram solenemente proclamadas pelo Chanceler da Cúria Diocesana, diante do povo de Deus reunido.

Após a leitura do documento pontifício, Dom Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro foi solenemente reconhecido como Bispo Diocesano da Diocese do Pilar, assumindo, perante a comunidade eclesial reunida, a missão de ensinar, santificar e governar o povo de Deus que lhe foi confiado.

No decorrer da celebração, em sinal da autoridade pastoral e do múnus episcopal que lhe foi confiado, realizou-se a entrega do báculo pastoral, como expressão do ofício de pastor da Igreja Particular do Pilar e do compromisso de conduzir o rebanho de Cristo com caridade, prudência, justiça e fidelidade ao Evangelho e ao Magistério da Igreja.

Com este ato solene, Dom Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro tomou posse canônica da Diocese do Pilar, passando a exercer legitimamente o ministério pastoral como seu Bispo Diocesano, em comunhão com o Romano Pontífice e com o Colégio Episcopal.

Ao término da celebração, elevou-se ação de graças a Deus pelo novo Pastor concedido à Igreja Particular do Pilar, confiando-se seu ministério episcopal à intercessão da Santíssima Virgem Maria, Padroeira da Diocese, e dos santos e beatos que sustentam com sua oração a caminhada do povo de Deus.

Para constar, e para que produza os devidos efeitos eclesiásticos, lavrou-se a presente Ata da Posse Canônica, que, depois de lida e achada conforme, será assinada por Sua Excelência Reverendíssima Dom Felipe Ferreira, por Sua Excelência Reverendíssima Dom Carlos Eduardo Cardeal Cordeiro, pelo Chanceler da Cúria Diocesana, na qualidade de responsável pela leitura das Letras Apostólicas, e pelas demais autoridades eclesiásticas e testemunhas que participaram deste solene ato.

Sé Catedral Diocesana da Diocese do Pilar, 02 de setembro de 2026.

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.:  — Dominus vobiscum.
℟.: Et cum spiritu tuo.

Pres.: Sit nomen Domini benedictum.
℟.: Ex hoc nunc et usque in saeculum.

Pres.: Adjutorium nostrum in nomine Domini.
℟.: Qui fecit caelum et terram.

Pres.: Benedicat vos omnipotens Deus, Pater ✠ et Filius ✠ et Spiritus ✠ Sanctus.
℟.: Amen.

Para despedir o povo, o diácono, ou, na sua ausência, o próprio sacerdote canta ou diz:
℣.: Ite missa est.
℟.: Deo Gratias!

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.
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